sábado, 7 de maio de 2011

Maria Nair Arnecke Schröder


O farol de suas palavras abre o mar de ilusões que criei em minha mente.
O saber de sua vida, clareia a inexperiência de minha rotina.
O seu abraço, me acolhe no momento da queda.
Teu choro, me corta em dois.
Seu sorriso, multiplica sua alegria entre nós.
Seu amor, é mais que necessário para viver.
Tuas mãos, são mais que essenciais para me guiar.
Seu coração machucado de perder, me guia para vencer.
Faço do seu choro do passado um motivo para você sorrir no futuro.
Te amo mais que a imensidão do abraço que quero te dar.
Te venero como minha deusa inspiradora.
Amazona com armadura de tecido e com um punhal de madeira em mãos, é sim que te vejo.
Apesar de ser classificada como sexo frágil,
Vejo em sua fragilidade, a força que usou para ser quem és.
Minha diva, minha vida, meu eterno amor.
Mesmo quando seu sorriso se apagar,
Terei em mente, quem sempre lutou por mim
Quem sempre me amou
Quem me castigou quando estava errado, para que quando homem, eu seja um cidadão de bem.
Mãe, obrigado por existir, o que sinto por você não é apenas mais um clichê de qualquer outro texto, ou algo do tipo. É algo que eu jamais consegui falar e muito menos demonstrar. Não tem palavras e muito menos presente nesse mundo, que consiga descrever tamanha admiração que tenho por você !
Espero que quando ler esse texto que fiz para você, se lembre de cada momento que passamos juntos, desde as alegrias até as tristezas. Dos momentos difíceis até os momentos fáceis. Pois foram neles, que descobri em você a força do meu viver.
Te amo Maria Nair Arnecke Schröder, o grande amor de minha vida !
 
Autor: Cristian Schröder

sábado, 30 de abril de 2011

Tormento da mão alheia



A cama se torna pequena para dois corpos dividirem o mesmo espaço. Seu suor escorrega pelo meu ombro, em um movimento retilíneo uniforme. Sobre meu peito fantasias tomam conta de sua cabeça, me levando para onde jamais estive.
Reviro meus olhos em um símbolo de prazer inestimável, deixando meu luxo de lado, embarcando em seu corpo, sendo guiado por suas mãos e sua língua .
Não controlo meus extintos, deixo-me levar por aquilo que julgo desconhecido porém sei melhor que ninguém onde irá acabar. O toque de suas mãos, me arrepia e me retira do chão, fazendo levitar para cima de você .
Em movimentos repetitivos, mostro todo o poder que posso exercer sobre seu corpo. Algemados em dois corpos, unidos por um órgão.
É tudo tão mágico, tudo tão instigante. Sua boca passeia por meu corpo, estacionando em um leito escondido de mutua fragilidade e prazer, me fazendo entoar cantos de delírios .
Aumentando minha respiração aos poucos, conseguistes arrancar de dentro de mim, o que quis desde o início.
Com roupas no chão e nossos vestígios de uma noite de amor estampados em nossos corpos, o suor e o cansaço tomam conta de nosso físico e a vontade de prosseguir instiga nossas almas.
Após um banho, apenas a lembrança, para assim, recordar o toque de suas mãos , com as minhas.

Autor: Cristian Schröder

domingo, 24 de abril de 2011

Valsa de dois pés

Encantamento desdobrado em especulações. Olhares que se perdem na direção de um caminho, que mesmo longo, haverá de chegar.
Como um filme que pausa em 3 minutos, seu olhar penetra em minha alma, bailando em ritmo de ninar. Teu pulsar, entoa um canto lírico, sereno e misterioso. Canto que fascina por conduzir as mãos do maestro que me torno diante teu corpo.

Suspiro que me faz escutar a voz da involuntariedade contida em seu coração, é o mesmo suspiro, que faz com que me entregue em teus braços.
Repouse em meu jardim de inverno, floresça o sorriso do seu rosto, derreta o gelo do meu chão, caia em mim para repousar em você.
O cisne que dança pelos nossos corpos entrelaçados, une dois céus de constelações vermelhas entre nossos dentes. Faz com que meu paladar se perca diante tanta majestosidade.
Olhar incerto, revela a insegurança contida em sua mente. Pulsar acelerado, escancara o querer perdido diante seu ser.
Não tenhas medo, se aproxime de minhas mãos, segure em meus dedos, confie em meu pés calejados de andar em terrenos argilosos e ásperos. Deixe-me conduzir a valsa deste soneto construído por um nós que ainda é inexistente. Sejas primavera em meu outono, sejas eu em você.

Autor: Cristian Schröder